quarta-feira, dezembro 07, 2011

segunda-feira, outubro 31, 2011

Tu abrazo,
que aún no es abrazo,
me emociona…
y me convierte en el más afortunado de los seres.

Abro la ventana y soy fuerte. Y el mundo está aquí.

segunda-feira, outubro 24, 2011

"Ser pai ou mãe é o maior acto de coragem que alguém pode ter, porque é se expor a todo tipo de dor, principalmente da incerteza de estar agindo correctamente e do medo de perder algo tão amado."

José Saramago

quarta-feira, outubro 19, 2011

Los especialistas recomiendan no maleducar a los niños poniéndoles mucho en brazos. Mi pregunta es: ¿y que hacemos con el placer de traer a nuestro bebe en brazos? Y mi reflexión es: que pena que de adultos ya nos hayamos desacostumbrando de pedir que nos abracen y que seamos tan pesados que ya nadie nos pueda llevar en brazos.

quarta-feira, agosto 10, 2011

Circulo que se fecha

Quando agora te embalo, Elias, recordo, sinto quando me embalavam a mim. E o circulo fecha-se, numa paz que não conhecia. Como se a paz que a mãe procura transmitir quando embala só chegasse realmente quando esse filho embala, mais tarde, o seu bébé.

domingo, julho 10, 2011

Elias

É um lugar comum. Não vou conseguir dizer nada novo, nada que emocione ou surpreenda. Sou mãe há uma semana e o Elias é meu filho. O momento do nascimento, esses minutos em que o vi pela primeira vez, depois de o ter sentido vários meses, foram sem dúvida os mais felizes que vivi até hoje. Foi uma emoção pura, biológica. A sua pele era a continuação da minha e será sempre assim.

Que grandioso é o amor dos pais pelos filhos. Talvez seja este o único amor livre de impurezas, talvez seja este o princípio e o fim de tudo.

segunda-feira, maio 30, 2011

Quase

Tu que foste inesquecivel,
entranhado em tudo o que eu fui,
a vida desses dias,
que foram meses e anos e horas longas...

Ainda te tenho?
Amanheceres e noites perdidas,
marés depois de marés,
ventos e calmarías.
“Não voltes aos sítios onde foste feliz”,
porque deixam de existir.

Já quase não te recordo.

Essas promessas platónicas,
que sem ti não pude cumprir.

terça-feira, maio 17, 2011

Ángel

Te adopto como mi ángel,
para que sigas a mi lado, siempre.
Te pido que seas mi ángel,
es sencillo para ti:
mirarme, cuidarme con palabras,
hacerme caso, estar… decirlo.

Eres mi ángel, y no necesitas saberlo.

sexta-feira, maio 06, 2011

La imprenta es un ejército de veintiséis soldados de plomo con el que se puede conquistar el mundo. (Johann Gütemberg)

segunda-feira, abril 25, 2011

Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade

Dentro de ti, ó cidade
O povo é quem mais ordena
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena

Em cada esquina um amigo
Em cada rosto igualdade
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade

Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada rosto igualdade
O povo é quem mais ordena

À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
Jurei ter por companheira
Grândola a tua vontade.

(Zeca Afonso)

sábado, abril 09, 2011

Oxalá

Oxalá pudesse ver-te,
só um instante, ao longe.
Sem imaginar,
sem sismar que foste um sonho.
Oxalá outra vez essa oferta de beijo
e o meu coração a palpitar...

quinta-feira, abril 07, 2011

Días de los buenos

¿No os ocurre, muy de vez en cuando, sentir una paz inmensa con el mundo? Esos días habría que congelarlos, y de una vez entender exactamente porque existen, para poder repetirlos.

domingo, março 27, 2011

Digamos que tive professores capazes de constituir referências, pessoas que pude admirar e com quem aprendi muito. Esta aprendizagem não a reconheço nos conhecimentos que adquiri (esses entram e saem naturalmente), mas sim na forma como os adquiri (estratégias que guardamos sempre e que nos servem em muitas ocasiões durante toda a vida).

sábado, março 05, 2011

De luz en luz

A veces es una música,
o una frase fuera de contexto,
una brisa diferente o una sonrisa perdida,
un punto de color en un día de los iguales.
Y otras veces no es nada de eso,
simplemente un recuerdo... sin pretexto.
O una idea que visita de sorpresa.
Y de luz en luz, esquivando las tinieblas,
me acerco de ti, siempre de ti,
que lo eres todo,
y eres todos…

terça-feira, janeiro 25, 2011

Elogio ao Amor - Miguel Esteves Cardoso

Quero fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado.
Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.

Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo". O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas.

Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje.

Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá tudo bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?

O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental". Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar. O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto.

O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não dá para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem.

Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir.
A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também.

National Geographic POD