domingo, julho 10, 2011

Elias

É um lugar comum. Não vou conseguir dizer nada novo, nada que emocione ou surpreenda. Sou mãe há uma semana e o Elias é meu filho. O momento do nascimento, esses minutos em que o vi pela primeira vez, depois de o ter sentido vários meses, foram sem dúvida os mais felizes que vivi até hoje. Foi uma emoção pura, biológica. A sua pele era a continuação da minha e será sempre assim.

Que grandioso é o amor dos pais pelos filhos. Talvez seja este o único amor livre de impurezas, talvez seja este o princípio e o fim de tudo.

segunda-feira, maio 30, 2011

Quase

Tu que foste inesquecivel,
entranhado em tudo o que eu fui,
a vida desses dias,
que foram meses e anos e horas longas...

Ainda te tenho?
Amanheceres e noites perdidas,
marés depois de marés,
ventos e calmarías.
“Não voltes aos sítios onde foste feliz”,
porque deixam de existir.

Já quase não te recordo.

Essas promessas platónicas,
que sem ti não pude cumprir.